Cada importante cultura agrícola, desde seu cultivo, passa por importantes estágios fisiológicos onde, para cada desenvolvimento específico, apresenta demandas específicas de condições abióticas (climáticas, hídricas, nutricionais) até que atinjam a senescência.
O ciclo biológico varia um pouco dependendo da cultura, mas na maioria das plantas passa pela seguintes principais etapas – germinação, crescimento, floração, frutificação e maturação.
É essencial que os agricultores conheçam as fases, uma vez que essa noção ajuda a determinar o momento adequado para práticas de cultivo como irrigação, adubação e controle de pragas e doenças.
No blog de hoje, vamos falar um pouco sobre cada um dos principais estágios fenológicos e como os estresses abióticos o afetam e prejudicam o desenvolvimento das culturas.
OS PRINCIPAIS ESTÁGIOS FENOLÓGICOS E SUAS CARACTERÍSTICAS
Como falamos primeiramente, a planta, desde semeada até ser colhida, passa por cinco estágios de desenvolvimento, sendo:
- Germinação – quanto a semente começa a se desenvolver e brotar, originando a plântula.
- Crescimento vegetativo – quando a plântula cresce e desenvolve suas estruturas de folhas, caule e raízes. Nesse estágio, o fornecimento de água e fertilizantes deve ser o suficiente para promover um crescimento saudável.
- Floração – durante a floração, a planta inicia o surgimento de flores, que é um sinal de que está apta à polinização e produção de frutos.
- Frutificação – é o estágio onde os frutos são produzidos e onde é importante que a planta esteja bem nutrida e protegida de pragas e doenças, garantindo a qualidade da colheita.
- Maturação – este é o estágio final da cultura, quando os frutos estão prontos para serem colhidos. É de grande importância que a colheita seja feita no momento correto, garantindo a qualidade da safra.
Vale ressaltar que, a depender da cultura agrícola, existem variações nos estágios fenológicos. Até a duração de cada estágio varia de acordo com o clima, tipo de solo e região geográfica.
OS ESTÁGIOS CRÍTICOS À PRODUTIVIDADE DAS CULTURAS
O desenvolvimento da planta passa por diversas alterações fisiológicas e metabólicas, permitindo o crescimento da mesma e a diferenciação de suas estruturas de acordo com a fase em que se encontra.
Prejuízos causados por estresses fisiológicos, a depender da suscetibilidade da planta, pode alterar as condições ideais de crescimento, sendo críticas à sua produtividade.
Os estágios mais sensíveis ao estresse abiótico são:
- desenvolvimento embriogênico
- brotação
- floração
- maturação
OS FATORES DE ESTRESSE QUE AFETAM O DESENVOLVIMENTO DAS CULTURAS
Vários são os fatores abióticos que afetam as culturas e já falamos por aqui a respeito, como você pode conferir mais detalhadamente no blog do link abaixo.
https://www.bioqualita.agr.br/blog
Aqui vamos falar um pouco sobre cada um deles.
Estresse hídrico
A falta de água pode ocasionar a interrupção do crescimento das plantas, o murchamento e, nos casos mais severos, a morte das mesmas.
Essa escassez de água pode ser prejudicial à germinação das sementes, desenvolvimento de raízes, crescimento das folhas. Pode afetar ainda a capacidade de absorção de nutrientes, limitando o crescimento e a produção de frutos.
O excesso de água também é limitante, ocasionando problemas como a asfixia radicular e o apodrecimento das raízes.
Estresse térmico
O calor excessivo ocasionado pelas altas temperaturas pode afetar a taxa de crescimento das plantas, levando à desidratação das plantas e redução da fotossíntese, uma vez que diminui a produção de clorofila.
A desidratação ocorre devido ao aumento da transpiração, fazendo com que a planta perca água mais rapidamente.
O estresse térmico pode ainda aumentar a incidência de pragas e doenças nas plantas.
Estresse salino
A alta concentração de sal no solo pode ser prejudicial à capacidade das plantas de absorverem água e nutrientes do solo, causando danos ao crescimento e á sua produtividade.
As plantas podem apresentar sintomas de murchamento, amarelamento das folhas e redução na produção de frutos.
Estresse químico
A utilização de produtos químicos como pesticidas, herbicidas e fertilizantes, podem causar alterações negativas no desenvolvimento das plantas, especialmente se utilizados de modo excessivo.
Tais produtos interferem na qualidade do solo e na saúde das plantas.
Estresse nutricional
A ausência ou excesso de nutrientes essenciais à planta pode afetar a saúde e a produtividade das culturas. Em alguns casos, não é a falta do nutriente o que determina a carência e sim a disponibilidade em formas não aproveitadas pela planta.
Elementos essenciais como nitrogênio, fósforo e potássio podem reduzir o crescimento e a produtividade dos frutos, ao passo que o excesso pode causar danos às raízes e outras partes da planta.
Tanto a carência quando o excesso são manifestados por diferentes sintomas fisiológicos e/ou morfológicos.
Estresse por pragas e doenças
O estresse ocasionado por pragas e doenças podem danificar a estrutura vegetal das plantas, reduzir a produção dos frutos e, nos casos mais severos, levar à morte da planta.
Em casos onde as áreas de cultivo são extensas, o manejo é crucial, uma vez que a ocorrência de casos pode ser prejudicial em largas escalas e de difícil controle.
Estresse ambiental
Onde existem situações ambientais adversas como poluição do ar e do solo e outras condições, essas podem afetar negativamente as plantas através das seguintes consequências:
- alteração na qualidade do solo
- aumento da toxicidade ambiental
- redução na população de polinizadores necessários para produzir frutos.
Estresse mecânico
Aqui podemos citar fatores que correspondem ao manejo inadequado das áreas de cultivo, como o pisoteio excessivo e intensa mecanização da área.
Tais práticas podem danificar as estruturas físicas das plantas e ocasionar sérios prejuízos à sua capacidade de crescimento e produção.
OS FATORES DE ESTRESSE E SEUS PREJUÍZOS À PRODUTIVIDADE
Podemos concluir então que diversos são os fatores de estresse com significativo impacto à produtividade agrícola e ao rendimento da atividade, uma vez que podem afetar o desenvolvimento, a produtividade, a qualidade e a resistência das plantas cultivadas.
É de suma importância que agricultores saibam monitorar e controlar os manejos, além de medidas de planejamento que reduzem a incidência de fatores de estresse em estágios específicos e críticos à rentabilidade, a fim de minimizar seus efeitos negativos.
Umas dessas medidas são o uso adequando da irrigação, fertilização dos solos e proteção contra pragas e doenças.
COMO OS PRODUTOS BIOQUALITÁ PODEM SER ALIADOS À PRODUTIVIDADE NO PLANEJAMENTO?
Para cada estágio fisiológico ou fator de estresse específico, a BioQualitá disponibiliza ao mercado uma solução diferente, melhorando a resistência das plantas e a capacidade regenerativa mediante os fatores de estresse que afetam a fisiologia das plantas.
Acesse o nosso site www.bioqualita.agr.br, na aba produtos, e conheça os efeitos benéficos de cada um deles no manejo de resistência e recuperação das culturas.
Nas nossas redes sociais, além de atualizações quanto aos efeitos dos nossos produtos, você acompanha também o nosso empenho em desenvolver constantemente a tecnologia a favor da sustentabilidade e otimização das práticas agrícolas.
Nós estamos com você no planejamento do sucesso da sua lavoura. Fazendo o futuro do Agro agora e fortalecendo suas culturas para qualquer adversidade.
