A safra de soja 2023/2024 que já foi semeada em muitas regiões vem sendo afetada pelas altas temperaturas registradas nos últimos dias, principalmente no médio norte do Mato Grosso que enfrenta temperaturas acima dos 40ºC.
Essas altas temperaturas, principalmente nos estádios iniciais do desenvolvimento da cultura afeta drasticamente o desenvolvimento fenológico, dentre os principais efeitos das altas temperaturas que podem ser refletidos na cultura temos:
Estresse Térmico: A soja é uma cultura sensível à temperatura. Temperaturas muito altas podem causar estresse térmico nas plantas, o que pode resultar em danos ao tecido vegetal e afetar o desenvolvimento normal, resultando muitas vezes na necessidade de replantio em algumas áreas.
Diminuição da Fotossíntese: Temperaturas excessivamente altas podem afetar o processo de fotossíntese, que é crucial para a produção de energia e crescimento das plantas. Isso pode resultar em uma produção de biomassa menor e, consequentemente, em uma produtividade menor.
Alterações no Ciclo de Desenvolvimento: Altas temperaturas podem acelerar o ciclo de desenvolvimento da soja. Embora isso possa parecer positivo, pode levar a uma produção de grãos menor, uma vez que a planta pode não ter tempo suficiente para produzir grãos em quantidade e tamanho ideais.
Atraso na Floração: Altas temperaturas podem atrasar a floração da soja. Isso pode resultar em uma menor sincronização entre a floração e a polinização, o que pode levar a uma menor formação de vagens e, consequentemente, a uma menor produção de grãos.
Desenvolvimento Irregular dos Grãos: Temperaturas muito altas durante o período de formação dos grãos podem resultar em uma distribuição irregular dos mesmos na vagem. Isso pode levar a uma menor uniformidade e qualidade dos grãos.
Aumento do Estresse Hídrico: Altas temperaturas estão frequentemente associadas a condições de seca. Isso pode agravar ainda mais o estresse hídrico nas plantas, já que a evaporação da água do solo aumenta em temperaturas elevadas.
Aumento do Risco de Doenças e Pragas: Altas temperaturas podem criar um ambiente propício para o desenvolvimento de doenças e pragas que podem prejudicar a saúde das plantas.
Redução na Fixação de Nitrogênio: A soja é uma cultura leguminosa que é capaz de fixar o nitrogênio atmosférico em simbiose com bactérias específicas. Temperaturas muito altas podem prejudicar essa capacidade, resultando em uma disponibilidade reduzida de nitrogênio para as plantas.
E como podemos atenuar os efeitos das altas temperaturas e déficit hídrico?
Uma dessas estratégias que vem ganhando destaque são as aplicações de compostos que têm o potencial de influenciar positivamente o crescimento da planta. Tais compostos, entre os quais se incluem aminoácidos, são eficazes no auxílio ao desenvolvimento vegetal e na minimização dos danos causados por variados tipos de estresse. Aminoácidos, juntamente com hormônios vegetais e micronutrientes, atuam como bioestimulantes, promovendo assim uma resposta vegetal mais robusta frente a adversidades.
Os bioestimulantes são substâncias ou microrganismos que, mesmo em baixas quantidades, promovem a absorção de nutrientes pelas plantas e melhoram sua resistência a condições estressantes. Produtos derivados do extrato de algas, são exemplos de bioestimulantes que apresentam potencial de otimização da produção vegetal.
Dentre os bioestimulantes, os aminoácidos fundamentais para o desenvolvimento e crescimento das plantas podem desempenhar funções críticas em diversas respostas metabólicas e fisiológicas. Quando aplicados de maneira exógena (via foliar, tratamento de sulco ou fertirrigação), podem facilitar a síntese de proteínas, otimizar a absorção de nutrientes e fortalecer os mecanismos de defesa das plantas. Além disso, em situações de estresse, sejam eles bióticos ou abióticos, os aminoácidos podem atuar como reguladores osmóticos, ajudando as plantas a manterem o equilíbrio hídrico.
A prolina é um exemplo de aminoácido que desempenha um papel chave na manutenção da estabilidade celular. Sua atuação não é apenas como uma molécula que ajuda na modulação das funções mitocondriais, mas também como um gatilho na ativação de determinados genes. Essa ativação é importante para ajudar as plantas a se recuperarem de várias condições adversas.
Enquanto os aminoácidos desempenham papéis cruciais na atenuação de estresses vegetais, outros metabólitos, como a glutationa e a glicina betaína, também desempenham funções específicas no manejo do estresse em plantas, contribuindo de maneira significativa para a resistência e adaptabilidade das plantas a condições adversas. Cabe destacar que, embora a glutationa e a glicina betaína não sejam aminoácidos, são relevantes para o contexto de resistência ao estresse vegetal, e complementa os efeitos benéficos fornecidos pelos aminoácidos.
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Magno Porfirio – Engenheiro Agrônomo
Desenvolvimento de Mercado BioQualitá
