A agricultura regenerativa é o futuro do agro sustentável. Isso porque suas práticas visam impactar o mínimo possível a terra, e possuem uma visão mais ampla do ecossistema, tendo como premissa-base melhorar os recursos disponíveis no solo, sem esgotá-los ou destruí-los.
Entre os exemplos mais comuns dessas práticas estão o emprego de estratégias e ferramentas na chamada agricultura de precisão. Outra alternativa de agricultura regenerativa é o uso de aminoácidos no cultivo, como suplemento nutricional, um composto orgânico que potencializa diversos benefícios ao sistema radicular e foliar das plantas, além de contemplar também o solo.
Benefícios dos compostos orgânicos no solo
No sistema de plantio direto, em que a incorporação e a cobertura de solo são frequentes, as substâncias orgânicas são encontradas em maior quantidade e por isso é possível obter grandes produtividades. Na busca por soluções que conservem esses recursos do solo, o uso dos compostos orgânicos é um forte aliado da produtividade, devido aos seguintes aspectos:
- Crescimento e desenvolvimento de microrganismos que promovem qualidade do solo (a otimização da atividade microbiana cria condições favoráveis de aeração e umidade);
- Papel fundamental na manutenção das funções do solo;
- Influência positiva na estrutura física e estabilidade do solo;
- Retenção de recursos hídricos e da biodiversidade.
O uso dos compostos orgânicos serve, ainda, de fonte de nutrientes para as plantas, e é uma das estratégias de economia circular, que permite o aproveitamento dos resíduos de outros sistemas de produção para agregar rentabilidade e resultados à agricultura.
Aminoácidos: uma garantia a mais para os resultados das lavouras
A nutrição vegetal básica, composta por micronutrientes como Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K) – a famosa formulação NPK, por vezes já é suficiente para que a planta (especialmente a soja) atinja níveis mais elevados de produtividade e qualidade.
Nesse sentido, o emprego da tecnologia de bioestimulantes compele processos fisiológicos da planta, melhorando o seu rendimento, sua estabilidade e sua produtividade.
Um dos bioestimulantes mais conhecidos é o aminoácido, substância orgânica que apresenta em sua constituição dois grupos funcionais diferentes: uma carboxila (referente aos ácidos carboxílicos) e um amino (referente à amina).
Aminoácidos são moléculas livres, precursoras da proteína vegetal/animal, que estão envolvidos nos processos fisiológicos das plantas, agindo para favorecer o equilíbrio nutricional delas, de forma que a cultura atinja, de maneira sustentável, o seu máximo potencial produtivo – geralmente afetado por estresses ambientais e ataques de pragas e doenças.
Ou seja,
Os investimentos feitos com manejos agrícolas, como a adubação, podem ser mais eficazes quando associados ao uso desses aminoácidos.
Outros ganhos com a utilização de aminoácidos nas lavouras são:
- o auxílio no metabolismo, uma vez que eles atuam na síntese proteica;
- eficácia na germinação e demais estágios fisiológicos;
- atuação na fotossíntese e eficiência do processo;
- maior desenvolvimento do sistema radicular, entre outros.
Ainda que seja extremamente benéfico para a sua lavoura, para lançar mão de qualquer nutriente, hormônio, aminoácido ou bioestimulante, é necessário o conhecimento prévio do produto, qualidade e recomendação adequada por técnico ou agrônomo responsável.
